MOOC Mu.SA – extensão do prazo de inscrição
Ainda não se registou no curso online que o projecto Mu.SA se encontra a preparar? “Essential Digital Skills for Museum Professionals” é especialmente projetado para a comunidade de museus, tanto para profissionais quanto para estudantes, voluntários ou desempregados, que desejam começar ou planear a sua carreira futura no setor de museus. O objetivo do curso é potenciar as competências digitais dos participantes e possibilitar a sua aplicação no trabalho diário nos museus.
Percebendo o interesse de muitos participantes os parceiros do projecto Mu.SA resolveram estender o prazo de inscrição no MOOC Mu.SA até ao próximo dia 20 de Outubro. O MOOC terá início na segunda-feira, dia 3 de Dezembro de 2018.
Se for um profissional de Museus com vontade de melhorar as suas competências em TI, ou se estiver a pensar em abraçar uma carreira no sector dos museus ou da gestão cultural, então este curso poderá ser uma oportunidade a não perder.
“Essential Digital Skills for Museum Professionals” é especialmente projetado para a comunidade de museus, tanto para profissionais quanto para estudantes, voluntários ou desempregados, que desejam começar ou planear a sua carreira futura no setor de museus. O objetivo do curso é potenciar as competências digitais dos participantes e possibilitar a sua aplicação no trabalho diário nos museus.
O MOOC do projecto Mu.SA é um curso flexível, seguido a um ritmo próprio, que exige o envolvimento do aluno por no máximo 10 horas por semana. O curso é ministrado em 8 semanas e está organizado em módulos que permitirão aos alunos desenvolver um conjunto completo de competências digitais e transferíveis necessárias para o setor de museus. Os tutores on-line irão monitorar, auxiliar e facilitar os procedimentos de formação. Depois de inscritos, os alunos terão acesso a todos os vídeos, questionários e tarefas disponíveis. O curso destina-se a facilitar a participação ativa, a aprendizagem entre pares e discussões abertas entre os participantes.
Após a conclusão deste curso, os alunos serão capazes de desenvolver e usar as competências digitais e transferíveis necessárias para os profissionais que trabalham no setor de museus. Além da capacidade de desenvolver estratégias digitais, conteúdo digital ou usar ferramentas e plataformas digitais, os alunos também desenvolverão competências como gestão de tempo, comunicação, trabalho em equipa, liderança e pensamento criativo.
O curso é gratuito e aberto para todos. O idioma principal do treinamento é o inglês, mas os vídeos são legendados em grego, italiano e português. A plataforma é acessível a qualquer um seguindo um procedimento simples deregistro. As inscrições estão abertas até 20 de outubro de 2018.
O MOOC começa em dezembro de 2018. Os alunos que concluam o MOOC com sucesso em pelo menos 80% das atividades, poderão continuar sua jornada de aprendizagem, candidatando-se a um curso avançado de especialização com a duração de seis meses. Os alunos selecionados podem escolher formação focada num dos perfis de trabalho emergentes definidos no âmbito do projecto Mu.SA: Gestor da Estratégia Digital, Curador de Colecções Digitais, Developer de Experiências Interativas Digitais e Gestor de Comunidades Online. O grupo de alunos que concluir com sucesso, tanto o MOOC quanto a formação de especialização, fará um período de formação em contexto de trabalho num museu europeu.
Mais detalhes sobre o MOOC estão disponíveis aqui e aqui. Neste vídeoencontrarão informações sobre a jornada de formação e neste site estão disponíveis todas as informações sobre o projeto Mu.SA. Se deseja ser informado sobre as atividades do projeto, assine a newsletter do projecto Mu.SA.
Encontro de Outono 2018 – Museus: os desafios da autonomia
“MUSEUS: OS DESAFIOS DA AUTONOMIA”, é o tema escolhido para o Encontro Anual do Conselho Internacional dos Museus /ICOM Portugal 2018, que se realizará em Coimbra, no Museu Nacional Machado de Castro a 15 de Outubro próximo.
Sport Heritage Collections – Conferência Internacional
O Museu do Futebol Clube do Porto e a 20|21 Conservação e Restauro organizam, no próximo dia 26 de Outubro, a Conferência Internacional Sport Heritage Collections no Museu do Futebol Clube do Porto. Nesta primeira conferência internacional sobre Coleções de Património Desportivo estarão presentes um conjunto de especialistas de diversas associações, universidades e museus de desporto de diversos países sobre o fenómeno desportivo e o património cultural gerado no âmbito desta impotante actividade.
As informações sobre as inscrições, horário e localização do evento estão disponíveis no seguinte documento (PDF – 392 KB)
Para outras informações poderão contactar a organização através do e-mail 2021@2021.pt.
In Memoriam – Maria Helena Mendes Pinto (1923-2018)
In Memoriam
Maria Helena Mendes Pinto (1923-2018) formou-se inicialmente em Enfermagem, posteriormente tirou o Curso de Artes Decorativas da Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva, em Lisboa.
Iniciou a sua colaboração com o Museu Nacional de Arte Antiga em 1959, como conservadora adjunta – um título atribuído a especialistas convidados. Após 1975 passa a integrar o quadro do museu, sempre dedicada às colecções de Mobiliário e Artes da Expansão.
Durante mais de 30 anos trabalhou no estudo e organização destas colecções, conferindo-lhes um estatuto de primeira linha, de que até então não usufruíam. Deste labor nasceram as respectivas exposições permanentes e as obras de referência: Os Móveis e o seu Tempo. Mobiliário Português do Museu Nacional de Arte Antiga Séculos XV – XIX (IPPC, 1985) e Biombos Namban (IPPC, 1986).
Maria Helena Mendes Pinto comissariou numerosas exposições em Portugal e no estrangeiro, entre as quais sobressaem, no contexto da XVII Exposição do Conselho da Europa, o núcleo do Mosteiro dos Jerónimos, e no Festival Europália 91, as exposições Via Orientalis e De Goa a Lisboa.
Por iniciativa da Fundação Calouste Gulbenkian, que em 2003 a homenageou, e com o apoio do Estado Português, coordenou a criação de museus na Índia, designadamente em Goa (Rachol) e em Cochim.
Profissional entusiasta e empenhada, partilhou a vasta experiência e saber acumulados com sucessivas gerações.
Envolveu-se directamente na vida associativa, sendo uma das três signatárias (com Maria José de Mendonça e Maria Natália Correia Guedes) da escritura de criação da Comissão Nacional Portuguesa do ICOM, cujos estatutos foram publicados em Diário da República nº 137 III Série, de 17 de Junho de 1975.
Não ficamos mais pobres com a sua morte porque o muito que nos deu na sua longa e prolífica vida é semente para mais e melhor trabalho na Museologia portuguesa.
À Família enviam-se sentidas condolências.
Novo parecer do ICOM Portugal e ICOM Europa sobre o novo regime de gestão e contrato plurianual de museus
Parecer do ICOM Portugal e ICOM Europa sobre os projetos de Decreto-Lei e de Portaria sobre, respetivamente, Regime jurídico de autonomia de gestão dos museus, monumentos, palácios e sítios arqueológicos e Minuta do contrato plurianual de gestão
(Agosto de 2018)
Entre a versão inicial do projecto de Decreto-Lei em epígrafe, de que tivemos conhecimento em 9 de Julho passado, e deu origem a pareceres orais e escritos entregues a S. Exa. O Senhor Ministro da Cultura, em reunião de 11 de Julho, a versão subsequente de 25 de Julho, que deu origem ao Comunicado conjunto que redigimos dois dias depois, e a presente versão, importa antes de tudo sublinhar que as questões de fundo enunciadas nos nossos documentos citados mantêm-se inalteradas, porque na verdade estão para além do âmbito restrito em que a presente iniciativa legal se encerra. Os museus objecto desta reforma não regressam ao que já foram no passado e devem voltar a ser no futuro: entidades juridicamente autónomas, com plena capacidade de contratação de bens, serviços e pessoal. Não voltam também a ter orçamento privativo, quadros ou mapas de pessoal próprio, a poder abrir concursos, etc. Não voltam, em suma, a possuir as condições de actuação que sempre tiveram, desde a sua criação, em certos casos mais do que centenária, e a serem tratados como se exige, na sua qualidade de alicerces de soberania, de contratos inter-geracionais situados muito para além de governação corrente e até dos regimes político-constitucionais, posto que nessas condições de real autonomia atravessaram todos, desde a Monarquia Liberal, à República, à Ditadura e ao Estado Novo e à Democracia, até há menos de uma década.
Deve também referir-se o âmbito exato dos nossos pareceres. Não visam eles proceder à análise jurídica, ou minudente, dos diplomas em apreço, designadamente no que respeita à sua maior ou menor adequação a quadros legais envolventes, sobretudo no plano do direito administrativo. Tão-pouco tomamos sobre nós as preocupações que deverão ser as dos promotores destes projectos quanto à viabilidade da sua aprovação por outros sectores do Governo, nomeadamente da Administração Pública e das Finanças. Uma tal perspetiva de análise, diríamos “tecnocrática”, desfoca o essencial do que pensamos dever ser a nossa intervenção, na qualidade associativa em que nos é solicitada intervenção, a saber: a da afirmação das linhas estratégicas do que entendemos dever ser uma política de Estado para os museus sob tutela dos serviços do Ministério da Cultura, mormente para os museus nacionais.
Neste sentido, e mais uma vez com estreita colaboração com a direção do ICOM Europa, enviámos novo parecer ao Ministério da Cultura com base nas últimas versões dos projetos de Decreto-Lei e de Portaria sobre as propostas de novos regimes jurídicos de autonomia de gestão dos museus, monumentos, palácios e sítios arqueológicos e minuta do contrato plurianual de gestão.
Parecer do ICOM Portugal e ICOM Europa (PDF – 500KB)
Documentos em análise
Projecto Decreto-Lei Regime jurídico de autonomia de gestão dos museus, monumentos, palácios e sítios arqueológicos (PDF – 300 KB)
Projecto Portaria com minuta do contrato plurianual de gestão dos museus, monumentos, palácios e sítios arqueológicos (PDF – 262 KB)








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