Museus a Unir um Mundo Dividido. Jornadas da Primavera. Museu de Leiria, 29 e 30 de maio 2026
Nos dias 29 e 30 de maio de 2026, o ICOM Portugal promove, em parceria com Município de Leiria e o Museu de Leiria, as suas Jornadas da Primavera, subordinadas ao tema Museus a unir um mundo dividido”, escolhido pelo Conselho Internacional de Museus para o Dia Internacional dos Museus 2026.
Num contexto internacional marcado por tensões sociais, conflitos armados, polarização política e desafios à convivência democrática, estas Jornadas propõem uma reflexão crítica sobre o papel dos museus enquanto espaços de mediação, escuta, memória e construção de diálogo. Ao longo de dois dias, profissionais de museus, investigadores e agentes culturais irão debater a responsabilidade das instituições museológicas na promoção dos direitos humanos, da participação cívica e da inclusão social.
O programa integra conferências e mesas-redondas dedicadas a questões como as narrativas da guerra e da memória, a mediação museológica em contextos de fragmentação social e as novas ferramentas de participação e diálogo com as comunidades. Participam representantes de várias instituições museológicas e académicas nacionais, num encontro que pretende fomentar a partilha de experiências, práticas e perspetivas sobre os desafios contemporâneos dos museus.
As Jornadas encerram no dia 30 de maio com visitas ao Museu de Leiria e ao Museu da Imagem em Movimento.
A participação é gratuita, mas requer inscrição prévia:
https://forms.gle/TaBdtrVNU4vkgCiK8
PROGRAMA DETALHADO
(A anunciar em breve)

Museus a Unir um Mundo Dividido. Dia Internacional dos Museus 2026. Mensagem do Presidente.
No dia 18 de maio, assinalamos, uma vez mais, o Dia Internacional dos Museus, uma iniciativa promovida pelo Conselho Internacional de Museus (ICOM) que mobiliza instituições e profissionais em todo o mundo em torno do papel fundamental dos museus na sociedade contemporânea.
O tema deste ano, Museus a Unir um Mundo Dividido, interpela-nos de forma particularmente exigente. Num contexto global marcado por tensões sociais, desigualdades persistentes, conflitos armados e polarizações culturais, os museus são chamados a afirmar-se como verdadeiros espaços de encontro, diálogo e construção de sentidos partilhados.
Enquanto instituições ao serviço da sociedade e do seu desenvolvimento, os museus têm a responsabilidade de promover o acesso equitativo ao património, valorizar a diversidade cultural e fomentar o pensamento crítico. São lugares onde se cruzam memórias, identidades e narrativas, contribuindo para o reconhecimento mútuo e para o reforço da coesão social.
As memórias não se limitam à evocação do passado, constituem antes um compromisso ético com o outro e com o tempo. Recordar é sempre um ato situado, atravessado por escolhas, interpretações, tensões e silêncios que moldam a forma como nos compreendemos enquanto sociedade. Mais do que espaços de conservação, os museus são lugares onde a memória coletiva se constrói, se interroga e se partilha. Ao definirem o que recordar e de que forma o fazer, os museus participam ativamente na configuração do espaço público contemporâneo.
Para que esta missão se cumpra plenamente, torna-se essencial o trabalho direto com a sociedade e com as comunidades, na sua diversidade. Os museus não podem limitar-se a representar, devem dialogar. Não podem apenas expor, devem escutar. Não podem apenas falar sobre, devem construir com. É neste encontro com a diversidade que a memória coletiva se adensa, ganha legitimidade e se abre ao exercício do pensamento crítico. É também aqui que o museu se afirma como espaço de participação e de liberdade, onde diferentes vozes encontram lugar e onde a pluralidade não se esgota no reconhecimento, mas se traduz em valorização efetiva.
Os jovens têm, neste contexto, um papel central. É essencial reconhecer o potencial dos museus como espaços de aprendizagem, participação e descoberta, tanto na educação formal como na não formal. Para isso, importa garantir que todas as escolas públicas dispõem de condições para que os alunos possam frequentar os museus de forma regular, ativa e significativa. Os museus devem fazer parte do percurso educativo das crianças e dos jovens, oferecendo experiências que estimulem a curiosidade, o pensamento crítico e o contacto com diferentes realidades e perspetivas. Ao abrirem espaço ao conhecimento, ao diálogo e à participação, os museus ajudam a formar cidadãos mais conscientes, informados e envolvidos na vida democrática.
Neste processo, joga-se igualmente uma dimensão decisiva: a vitalidade da própria democracia. A diversidade de perspetivas e a liberdade de expressão não são apenas condições desejáveis, mas fundamentos estruturantes de uma sociedade verdadeiramente democrática. Sem elas, a memória enfraquece, o debate empobrece e o espaço público perde densidade e energia. Ao promoverem o acesso ao conhecimento, ao estimularem o pensamento crítico e ao acolherem a diferença, os museus contribuem de forma concreta para a consolidação destes valores. Não apenas enquanto instituições que guardam o passado, mas como agentes ativos na construção de uma cidadania mais informada, mais consciente e mais participativa.
Os museus, nas suas diferentes tutelas, escalas e geografias, têm vindo a desenvolver práticas cada vez mais inclusivas, participativas e socialmente comprometidas. Este caminho, no entanto, deve ser aprofundado, reforçando a capacidade dos museus para escutar, representar e envolver comunidades diversas, incluindo aquelas que historicamente permaneceram afastadas destes espaços.
Unir um mundo dividido não significa procurar consensos fáceis. Significa criar condições para o entendimento. Significa aceitar a complexidade como matéria do pensamento. Significa reconhecer que a liberdade se constrói sempre em relação com o outro, não recusando a tensão nem ignorando o trauma, mas reconhecendo-os como parte constitutiva da experiência humana e da própria memória coletiva.
Neste horizonte, os museus são chamados a ir mais longe. São desafiados a aprofundar o trabalho com as comunidades, tornando-o estrutural. São desafiados a integrar vozes diversas, incluindo aquelas que historicamente permaneceram à margem. São desafiados a acolher o conflito como parte do processo de conhecimento. São desafiados a interrogar as suas próprias narrativas, reconhecendo ausências e silêncios. São desafiados a assumir plenamente a sua função cívica.
Nas vésperas deste Dia Internacional dos Museus, renovemos um compromisso: fazer do museu um lugar de encontro, de diálogo e de construção partilhada. Um lugar capaz de unir sem simplificar, de recordar sem impor e de abrir caminhos para futuros comuns.
Num tempo exigente, em que as expectativas se multiplicam e os recursos nem sempre acompanham a ambição do trabalho, importa reconhecer a natureza profundamente transformadora da ação dos profissionais de museus. Cada projeto, cada mediação, cada gesto de escuta contribui para aproximar pessoas, dar sentido ao passado e construir futuro.
Que não nos falte a coragem para experimentar e para questionar. Que não nos falte a exigência ética de fazer da memória um espaço de justiça. E que não nos falte a convicção de que este trabalho faz diferença na vida das comunidades, na qualidade do debate público e na vitalidade da democracia.
Porque, no fim, unir um mundo dividido começa muitas vezes em gestos discretos e quotidianos, mas profundamente significativos. E é nesses gestos, por vezes quase invisíveis, mas sempre essenciais, que os museus se afirmam também como lugares de paz. Ao acolherem memórias diversas, ao darem forma ao encontro entre diferenças e ao transformarem a complexidade em compreensão, abrem espaço ao desarme dos preconceitos e à construção paciente de pontes onde antes havia distância.
A paz não é apenas ausência de conflito: é um trabalho contínuo de reconhecimento, escuta e relação. E os museus, pela sua natureza singular, pela densidade do seu trabalho e pela sua responsabilidade pública, estão no coração desse movimento silencioso e necessário de construção de paz.
Feliz Dia Internacional dos Museus.
Lisboa, 13 de maio 2026
David Felismino
Presidente do ICOM Portugal
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ICOM Portugal participa em debate sobre património industrial e científico na NOVA FCT
No próximo dia 12 de maio, o ICOM Portugal participará numa mesa-redonda integrada na sessão de apresentação do novo Mestrado em Património Industrial e Científico, promovido pela NOVA FCT. A iniciativa decorrerá entre as 10h00 e as 12h30, no Auditório Manuel Machado Macedo da NOVA Medical School, em Lisboa.
A participação do ICOM Portugal será assegurada por David Felismino, integrando um painel de especialistas que inclui também Marta Lourenço (Museu Nacional de História Natural e da Ciência), Graça Filipe (NOVA FCSH e EPPIC) e Soraya Genin (ICOMOS Portugal). A moderação estará a cargo de Isabel Tissot (NOVA FCT).
O debate incidirá sobre três eixos principais: as prioridades estratégicas para a preservação do património industrial e científico em Portugal, os modelos de articulação institucional e políticas públicas, e o papel da formação especializada como resposta estruturante aos desafios do setor.
O património industrial e científico tem vindo a afirmar-se como um domínio de crescente relevância no campo dos estudos patrimoniais. Contudo, subsistem fragilidades significativas, tanto ao nível do enquadramento institucional como da existência de instrumentos normativos específicos, particularmente no caso do património científico. Este contexto evidencia a necessidade de reforçar a formação avançada, promover a produção de conhecimento e consolidar redes de cooperação entre academia, instituições e decisores públicos.
É neste quadro que a NOVA FCT lança o novo ciclo de estudos, visando colmatar lacunas existentes e contribuir para a qualificação de profissionais nesta área.
A sessão inclui ainda a apresentação detalhada do mestrado, a cargo de Paula Urze (coordenadora do curso) e Márcia Vilarigues (NOVA FCT), antecedida por uma sessão de abertura conduzida por José Júlio Alferes, Diretor da NOVA FCT.
A entrada é gratuita, mediante inscrição prévia obrigatória: https://bit.ly/4w2HiLv
Para saber mais sobre o novo Mestrado: https://www.fct.unl.pt/ensino/curso/mestrado-em-patrimonio-industrial-e-cientifico
PROGRAMA
09h30 Recepção dos participantes
10h00 Sessão de abertura José Júlio Alferes – Diretor da NOVA FCT
10h15 Mesa-redonda
Moderação: Isabel Tissot (NOVA FCT)
Marta Lourenço (Museu Nacional de História Natural e da Ciência) Graça Filipe (NOVA FCSH e EPPIC) David Felismino (ICOM PT) Soraya Genin (ICOMOS PT)
12h00 Apresentação do Mestrado em Património Industrial e Científico e sessão de esclarecimento Paula Urze (NOVA FCT) – coordenadora do Mestrado Márcia Vilarigues (NOVA FCT)
12h30 Encerramento
Valorizar os profissionais, reforçar os museus: um compromisso com o futuro
Assinalaram-se, nesta semana, duas efemérides que convocam uma reflexão necessária sobre a situação dos profissionais de Museus e do património cultural: o 29 de abril, Dia Nacional do Museólogo, comemorado desde 2023 por iniciativa da Associação Portuguesa de Museologia (APOM), e o 1 de maio, Dia do Trabalhador. A proximidade destas datas sublinha a interdependência entre a valorização do trabalho especializado e a missão pública dos museus enquanto instituições ao serviço da sociedade e guardiãs do património cultural.
A valorização da formação, das condições de trabalho e das carreiras dos profissionais de Museus constitui um requisito estruturante para a sustentabilidade, qualidade e credibilidade das instituições museológicas. Apesar do reconhecimento reiterado desta necessidade, persistem fragilidades estruturais profundas e transversais ao setor que importa enfrentar com urgência.
Nas últimas décadas, no ensino superior português, assistiu-se à consolidação da Museologia enquanto área científica autónoma, com ciclos de estudos próprios e em alinhamento com referenciais internacionais. Contudo, mais recentemente, tem-se verificado uma tendência de integração ou subalternização da Museologia no âmbito de formações mais abrangentes, como a História da Arte e o Património.
O ICOM Portugal manifesta preocupação perante esta situação, frequentemente associada a constrangimentos institucionais ou opções de racionalização, correndo-se o risco de diluição da especificidade da Museologia, com impacto na qualidade da formação, na consolidação de competências e no reconhecimento profissional.
Esta realidade articula-se com a necessidade de reforço da formação contínua ao longo das carreiras. Num contexto de rápida transformação, a atualização permanente de competências é indispensável. No entanto, a formação contínua permanece frequentemente fragmentada e pouco estruturada, com fraca oferta regular, limitada capacidade de financiamento e desigual acesso entre profissionais, o que compromete a inovação e a mediação com a sociedade.
No plano das carreiras, subsistem problemas estruturais há muito identificados. Em todos os museus, independentemente da tutela, persistem equipas em número insuficiente face às funções exigíveis, o que prejudica o cumprimento das atribuições previstas na Lei-Quadro dos Museus Portugueses (Lei n.º 47/2004). Esta realidade decorre de um subfinanciamento crónico do setor, agravado pela crescente pressão turística e pela exigência de diversificação de públicos, em contraste com o papel central do património cultural na economia, no turismo e na projeção internacional do país.
À semelhança de outras áreas com níveis comparáveis de qualificação e responsabilidade, verifica-se que as propostas salariais praticadas no setor museológico permanecem, em muitos casos, aquém do que seria expectável, mesmo em contextos onde se verifica a existência de modelos de gestão com maior autonomia, como o das entidades públicas empresariais e das fundações.
Os profissionais continuam, em grande medida, enquadrados em carreiras generalistas, desajustadas às especificidades das funções, o que dificulta o reconhecimento de competências e a construção de percursos profissionais claros. Acresce a falta de revisão dos conteúdos funcionais e a inadequação dos perfis profissionais face às exigências atuais do setor, incluindo competências digitais, de mediação cultural e de gestão de públicos. No plano local, a frequente ausência de quadros próprios e de direções técnicas autónomas em muitos museus municipais fragiliza a continuidade do trabalho e a aplicação de critérios técnicos consistentes.
A insuficiente renovação geracional das equipas constitui outro fator crítico, colocando em risco a transmissão de saberes e a continuidade técnica. Este cenário, nos museus públicos, é agravado por dificuldades de contratação, congelamento ou morosidade dos recrutamentos e dos concursos, levando à saída de profissionais qualificados para outros setores ou até, por vezes, para o estrangeiro afetando diretamente a salvaguarda e valorização das coleções.
Acresce a persistente desvalorização das funções de acolhimento do público, frequentemente porta de entrada no setor. Integradas maioritariamente na carreira de assistente operacional, estas funções, essenciais ao funcionamento dos museus, caracterizam-se por baixos níveis remuneratórios, escassa progressão e condições pouco atrativas, a par de oferta formativa muito reduzida. Em muitos casos, estas funções são externalizadas ou asseguradas em regimes precários, tal como a mediação cultural, contribuindo para a fragmentação das equipas e a perda de identidade institucional. Este quadro perpetua a precariedade de uma geração altamente qualificada e compromete a retenção de talento.
Reconhecendo que um eventual regresso a carreiras específicas se afigura, no contexto atual, pouco provável, impõe-se atuar no quadro existente. O ICOM Portugal defende uma melhoria das condições salariais e de trabalho deve constituir uma prioridade estratégica, assegurando a atratividade do setor e a permanência qualificada dos profissionais.
Importa igualmente valorizar o ambiente organizacional, o bem-estar das equipas e a autonomia das instituições, frequentemente condicionadas por ciclos políticos. A instabilidade das direções, a rotatividade de responsáveis e a dependência de decisões político-administrativas de curto prazo, comprometem o planeamento estratégico, a autonomia técnica e a qualidade do serviço público, traduzindo-se em descontinuidade, dificuldades na conservação das coleções e limitações na participação em redes e projetos.
A persistência destes problemas não pode ser normalizada. A valorização dos profissionais é condição essencial para o cumprimento da missão dos museus enquanto espaços de preservação, conhecimento, mediação e cidadania.
Os riscos são claros. No plano das coleções, a falta de recursos qualificados e a instabilidade das equipas comprometem a conservação, o estudo e a salvaguarda do património, podendo conduzir à perda irreversível de conhecimento. No plano da relação com a sociedade, estas fragilidades limitam a qualidade da mediação, da experiência de visita e dos processos educativos, podendo traduzir-se numa diminuição da relevância social dos museus e na erosão da confiança pública.
Sem profissionais qualificados, motivados e devidamente reconhecidos, não é possível garantir museus inclusivos, acessíveis e socialmente relevantes, nem assegurar a proteção e valorização do património cultural. O futuro do setor depende da capacidade de enfrentar problemas estruturais que persistem há demasiado tempo.
O ICOM Portugal reafirma o seu compromisso com a valorização dos profissionais de Museus, cujo trabalho é essencial à missão museológica. Valorizar estes profissionais é uma escolha estratégica para o futuro cultural do país.
É tempo de passar do diagnóstico à ação. Torna-se imperativa a definição e implementação de uma agenda estratégica para o setor museológico, assente em financiamento estável e previsível, na valorização remuneratória e na revisão das carreiras, na consolidação de modelos estruturados de formação contínua e no reforço da autonomia e estabilidade dos modelos de gestão. Importa igualmente assegurar um investimento consistente na capacitação digital, na mediação cultural inclusiva e no aprofundamento das redes de cooperação entre museus, instituições de ensino superior e comunidades.
Num contexto de crescente reconhecimento do valor do património cultural, a valorização dos profissionais do setor constitui uma condição indispensável para a sustentabilidade e qualidade do serviço público museológico. O futuro dos museus exige políticas públicas consistentes, coerentes e sustentadas.
Importa ainda garantir que os profissionais altamente qualificados em Museologia disponham de condições compatíveis com a sua formação e competências, assegurando que as funções técnicas são desempenhadas por perfis devidamente especializados. Este alinhamento contribui para reforçar a equidade, valorizar os percursos profissionais e elevar os padrões de qualidade e exigência do setor.
Valorizar os profissionais de museus é investir na memória coletiva, na coesão social e no crescimento económico, afirmando a Cultura como dimensão estruturante do projeto de desenvolvimento do país.
É também reconhecer, com clareza, que são estes profissionais que dão sentido, continuidade e futuro aos museus, e que, através do seu trabalho quotidiano, constroem pontes entre o passado, o presente e as gerações vindouras.
Lisboa, 1 de maio 2026
David Felismino
Presidente do ICOM Portugal
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Museus a unir um mundo dividido. A identidade gráfica e visual do Dia Internacional dos Museus 2026
Todos os anos, o Dia Internacional dos Museus mobiliza milhares de museus em todo o mundo. O crescimento contínuo do DIM reflete a sua importância enquanto plataforma de intercâmbio cultural, de envolvimento comunitário e de colaboração internacional.
Para o Dia Internacional dos Museus 2026, o ICOM desenvolveu uma identidade visual forte que reflete o tema da conexão e da unidade.
O elemento visual principal destaca a ideia de pontes, simbólicas e reais, que ligam culturas, perspetivas e comunidades diversas. Através de uma conceção cuidada, expressa o papel dos museus na promoção do diálogo e da compreensão num mundo dividido.
No seu site, o ICOM disponibiliza um conjunto de suportes de comunicação, incluindo um cartaz oficial, banners para a web e elementos visuais adaptáveis, disponíveis nas três línguas oficiais: inglês, francês e espanhol.
Os museus podem personalizar estes materiais, adicionando o seu logótipo, ajustando as cores e integrando traduções, mantendo, contudo, a integridade fundamental do design. Os elementos visuais são concebidos para utilização tanto em formato digital como impresso, assegurando a sua aplicação à escala global.
O CARTAZ
O cartaz do DIM deste ano reflete o tema os museus a unir um mundo dividido, captando a ideia de conexão, diálogo e compreensão partilhada para além das diferenças.
Para além de disponibilizar o cartaz nas três línguas oficiais do Conselho, o ICOM disponibiliza vários recursos para a adaptação e desenvolvimento de cartazes personalizados:
- Cartaz nas três línguas oficiais do ICOM
- Cartaz personalizável (modelo Canva e Adobe Illustrator)
- Materiais de personalização do DIM 2026
O ICOM Portugal disponibiliza igualmente uma versão em português do cartaz oficial do DIM 2026, destinada às instituições que pretendam utilizá-la ou nela inspirar-se para o desenvolvimento dos seus próprios materiais de comunicação:
PARTICIPE ATRAVÉS DO KIT DE COMUNICAÇÃO DO DIM 2026
Com o objetivo de apoiar as instituições na sua participação, o ICOM disponibiliza o kit de comunicação do DIM 2026, um recurso abrangente que inclui orientações, boas práticas e ideias criativas para ajudar os museus a envolver eficazmente as suas comunidades.
Este kit oferece indicações passo a passo sobre a utilização dos elementos visuais oficiais, a organização de eventos e a promoção das atividades do DIM nas redes sociais.
O ICOM convida os museus, as instituições culturais e as comunidades a participar no DIM 2026. Organize um evento, desenvolva uma programação participativa, estabeleça parcerias ou lance uma campanha local para destacar o papel dos museus na promoção do diálogo e das ligações num mundo divido.
Mantenha-se ligado e partilhe as suas iniciativas utilizando #DiaInternacionalDosMuseus #DiaInternacionalDosMuseus2026 #DIM2026.
ADICIONE O SEU EVENTO AO MAPA INTERATIVO!
Participe ativamente no Dia Internacional dos Museus 2026 e dê visibilidade às suas iniciativas, inscrevendo as suas atividades no mapa interativo.
Ao fazê-lo, contribui para uma programação global mais rica, acessível e representativa da diversidade de práticas museológicas, permitindo ao público descobrir eventos em diferentes territórios e reforçando o papel dos museus como espaços de encontro, diálogo e construção de comunidades.
Lisboa, 14 abril 2026







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