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Questionário sobre a nova definição de Museu

Posted by on Fev 26, 2021 in Destaques, Notícias | 0 comments

Questionário sobre a nova definição de Museu

Face à necessidade de implementar um processo democrático e transparente de consulta aos Comités Nacionais e Internacionais, Alianças Regionais e Organizações Afiliadas do ICOM, o Comité para a Definição de Museu, designado ICOM-Define, formulou uma  metodologia e um cronograma em 12 fases, visando a  apresentação de uma nova proposta de definição de Museu, na 26ª Assembleia Geral do ICOM, a realizar em Praga, em 2022.

Cronograma ICOM DEFINE 2021-2022

Todos os membros podem aceder à documentação já produzida no site do ICOM.

Tendo iniciado em 2019, uma primeira reflexão sobre esta temática nos seus “Encontros de Outono”, o ICOM-Portugal pretende ouvir a opinião do maior número de colegas e profissionais de museus, sobre o conjunto de 20 Palavras-Chave, que propomos para esta atual fase de Consulta 2, solicitando o vosso contributo no preenchimento do Questionário sobre a nova definição de Museu, até 31 de março de 2021.

As dúvidas podem ser remetidas para: info@icom-portugal.org

A insustentável ausência do Património Cultural. Carta aberta ao Primeiro-ministro e à Ministra da Cultura

Posted by on Fev 25, 2021 in Destaques, Notícias | 0 comments

A insustentável ausência do Património Cultural. Carta aberta ao Primeiro-ministro e à Ministra da Cultura

Sua Excelência Dr. António Costa, Primeiro-ministro

Excelentíssima Senhora Doutora Graça Fonseca, Ministra da Cultura

A constatação da completa ausência do Património Cultural, em todas as suas dimensões, no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), obriga-nos a expressar publicamente a nossa estupefação e a reclamar que esta grave lacuna seja devidamente colmatada. O argumento sobre a transversalidade da Cultura não pode servir para justificar esta desvalorização incompreensível: não é possível haver qualquer tipo de resiliência ou de recuperação do nosso país sem uma dimensão cultural forte e ativa, imprescindível para construir uma coesão social sustentada e duradoura.

Não colhe igualmente assinalar que outros programas da União Europeia continuam a existir e em alguns deles a Cultura tem lugar. O mesmo se poderia dizer de qualquer outro domínio social e nem por isso se deixou de considerar necessário este novo instrumento de recuperação e resiliência.

Apelamos pois a um compromisso nacional que confira à área da Cultura o protagonismo que lhe é devido, em sede e planeamento estratégico, designadamente através da inclusão neste Plano de medidas que dignifiquem os museus, os arquivos, as bibliotecas, os monumentos, e os seus serviços, em suma todo o Património Cultural.

Recordamos em particular a potencialidade das áreas do património cultural na prossecução do intercâmbio virtuoso que junta memória comum, expressa em bens sólidos de contrato intergeracional, emprego intensivo e de qualidade, com imediato impacte nas comunidades locais, na geração de bens e serviços próprios, não importados nem deslocalizáveis, indutores de desenvolvimento sustentado, extensivo a todo o território e com reconhecida capacidade de atração externa.

Lembramos as obrigações constitucionais do Estado sobre a Cultura e o Património Cultural, que devem estar sempre presentes em qualquer plano estratégico de recuperação e desenvolvimento, e propomos que o Relatório Museus no Futuro, a Carta de Risco do Património e o Plano Estratégico para a Arqueologia sirvam de inspiração para a concretização de medidas estratégicas centrais.

De nada servirá a transição digital na Cultura e no Património se já não houver Cultura, se já não houver Património recuperado, nem museus, arquivos e bibliotecas funcionais, com recursos humanos qualificados, bons serviços educativos, uma boa e forte ligação com as comunidades. Se os organismos e a rede dos serviços de salvaguarda deixarem de ter os recursos e condições necessários, não será possível assegurar a manutenção e a resiliência do património cultural e territorial português.

Qualquer estratégia no Plano de Recuperação e Resiliência deve passar por assegurar condições de funcionamento a serviços e infraestruturas culturais como os laboratórios, a Rede Portuguesa de Museus, os arquivos e as bibliotecas.

Estratégico para o Plano de Recuperação e Resiliência é também o património construído, o património imaterial, o património arqueológico, as paisagens e os territórios.

Estratégica é, em suma, a nossa memória, porque é ela que nos sustenta no futuro. Não haverá nunca recuperação nem resiliência sem memória trabalhada, conservada, ensinada e transmitida.

Será que neste plano a ninguém ocorreu o mais estratégico dos valores?

Será que por tanto se desinvestir na Memória, se esqueceram da Cultura neste PRR?

Lisboa, 24 de fevereiro 2021

AAP – Associação dos Arqueólogos Portugueses ARP – Associação Profissional de Conservadores-Restauradores de Portugal APOM – Associação Portuguesa de Museologia BAD – Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas, Profissionais da Informação e Documentação ICOM Portugal ICOMOS Portugal

Conferências digitais sobre o Relatório Museus no Futuro

Posted by on Fev 18, 2021 in Destaques, Notícias | 0 comments

Conferências digitais sobre o Relatório Museus no Futuro

Estão concluídas as conferências digitais que nos propusemos realizar, e que decorreram à quarta-feira, nos dias 13, 20 e 27 de janeiro e 3 e 10 de fevereiro de 2021. Durante 5 semanas seguimos os 5 eixos em que foi estruturado o Relatório apresentado pelo Grupo de Projeto Museus no Futuro: Redes e Parcerias, Transformação Digital, Gestão de Coleções, Públicos e Mediação e Gestão de Museus, Palácios e Monumentos.


Oportunamente saudámos a criação do Grupo de Trabalho, o qual teve como missão «Identificar, conceber e propor medidas que contribuam para a sustentabilidade, a acessibilidade, a inovação e a relevância dos Museus, Palácios e Monumentos na dependência da Direção-Geral do Património Cultural e das Direções Regionais de Cultura». Com a apresentação pública, em novembro de 2020, do Relatório Final, esta etapa ficou concluída com mérito e aplauso geral.

As conferências promovidas pelo ICOM Portugal visaram aumentar a visibilidade e discussão pública do referido Relatório, sendo que o sucesso obtido se mede quer nas centenas de participantes que a elas assistiram on-line (Zoom e Facebook), quer na fidelização dos ouvintes ao longo das sessões, quer nas inúmeras questões levantadas.

O interesse manifestado confirma que o tema não é de valia exclusiva para as instituições museológicas do Ministério da Cultura, mas é transversal a todos os que trabalham ou têm interesse nos museus. Os eixos definidos coincidem com as preocupações expressas pelos numerosos atores, e as medidas propostas no referido Relatório encontram eco no tecido museológico nacional, confirmando a urgência de tomar decisões e implementá-las. É desnecessário elencar as preocupações expressas, dado que os vídeos estão disponíveis e, sobretudo, ilustram a justeza do retrato realizado pelo Relatório e o acerto, relevância e urgência na implementação das medidas propostas.

O ICOM, enquanto associação representativa dos museus e seus profissionais, afirma, com veemência, a urgência de concretizar o plano traçado, propondo que seja tornada pública a calendarização da execução das medidas assinaladas no Relatório, ciente, no entanto, da existência de medidas que poderão ser rapidamente implementadas e outras que apenas serão exequíveis num prazo mais dilatado. De qualquer modo, a calendarização das mesmas parece ser um modo prático de demonstrar o acolhimento que o Relatório terá tido por parte da tutela da Cultura. O ICOM propõe também que a SMUCRI do Conselho Nacional de Cultural (Seção dos Museus, da Conservação e Restauro e do Património Imaterial) seja constituída como entidade passível de acompanhar a implementação das medidas propostas no Relatório.


Os Museus, Palácios e Monumentos Nacionais são um conjunto de instituições museológicas de referência, pela importância nacional dos seus espaços e coleções e pelo que deveriam representar de repositório das melhores práticas. A implementação das medidas indicadas no Relatório deve acabar, com a urgência que a situação impõe, com o desinvestimento e prolongado esvaziar de recursos humanos, técnicos e financeiros até agora vigente nos Museus, Palácios e Monumentos, procurando-se deste modo travar a situação de penúria em que atualmente vivem.


Seja 2021, um ano de esperança e de mudança para os Museus, possibilitando-lhes cumprir o que a lei e o bom senso exige – serem um local de Memória, conservação e partilha dos bens museológicos que a todos nós pertencem.

Direção da Comissão Nacional Portuguesa do ICOM
Lisboa, 14 de Fevereiro de 2021

GESTÃO DE MUSEUS, PALÁCIOS E MONUMENTOS – Conferência digital em torno das Recomendações do Grupo de Projeto Museus no Futuro

Posted by on Fev 11, 2021 in Destaques, Notícias | 0 comments

GESTÃO DE MUSEUS, PALÁCIOS E MONUMENTOS – Conferência digital em torno das Recomendações do Grupo de Projeto Museus no Futuro

Em 2021, o ICOM Portugal promove 5 debates online em torno das recomendações do Grupo de Projeto Museus no Futuro (disponíveis para consulta aqui: https://bit.ly/2K3wLNm).

O quinto, dedicado à GESTÃO DE MUSEUS, PALÁCIOS E MONUMENTOS, no dia 10 de fevereiro, teve como oradores convidados:

JOSÉ VAREJÃO

É professor associado da Faculdade de Economia da U Porto, investigador integrado do Centro de Economia e Finanças da U Porto e investigador associado do IZA – Institute for the Study of Labour (Bona, Alemanha). É doutorado em Economia pela U Porto, especializando-se nas áreas da Economia do Trabalho e da Economia das Organizações. Foi membro da equipa do projeto ‘Dinâmicas e desafios dos museus públicos’, desenvolvido em parceria com o MNSR entre 2008 e 2014. Integrou o Grupo de Projeto para os Museus no Futuro.

MANUEL BAIRRÃO OLEIRO

Licenciado em História, pela Faculdade de Letras da U. Lisboa, fez parte da equipa que criou o Museu Marítimo de Macau, em 1987. Regressado a Portugal, em 1992 integrou os quadros do IPM (Instituto Português de Museus), então dirigido por Simonetta Luz Afonso. Entre 1997 e 2002, desempenhou funções de subdiretor do IPM, sob a direção de Raquel Henriques da Silva. Entre 2002 e 2009, assegurou sucessivamente a direção do IPM e do IMC (instituto dos Museus e da Conservação). Desde 2016 desempenha funções como assessor (para a área dos museus e monumentos) da Administração da EGEAC – empresa municipal de Lisboa a quem cabe a gestão de diversos equipamentos culturais municipais.

MARIA DE JESUS MONGE

Licenciada em História pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa e mestre em Museologia  pela Universidade de Évora. Integrou a equipa do Instituto Português de Museus até 1996. Conservadora do Museu-Biblioteca da Casa de Bragança (Paço Ducal e Castelo de Vila Viçosa) desde 1996, assume a direção a partir de 2000. Atualmente é presidente da direção da Comissão Nacional do ICOM Portugal para o triénio 2020-2023.

PÚBLICOS E MEDIAÇÃO – Conferência digital em torno das Recomendações do Grupo de Projeto Museus no Futuro

Posted by on Fev 4, 2021 in Destaques, Notícias | 0 comments

PÚBLICOS E MEDIAÇÃO – Conferência digital em torno das Recomendações do Grupo de Projeto Museus no Futuro

Em 2021, o ICOM Portugal promove 5 debates online em torno das recomendações do Grupo de Projeto Museus no Futuro (disponíveis para consulta aqui: https://bit.ly/2K3wLNm).

O quarto, dedicado aos PÚBLICOS E MEDIAÇÃO, no dia 3 de fevereiro, teve como oradores convidados:

SARA BARRIGA

Licenciada em Artes Plásticas, Mestre em Artes Visuais e Pós-graduada em Museologia e Património, bem como em Didática das Artes e Liderança.Tem um longo e reconhecido percurso na área da mediação cultural, tendo coordenado o serviço educativo da Casa das Histórias Paula Rego e sido responsável pela elaboração de projetos educativos para o CCB, o Museu Gulbenkian, o Museu do Chiado e para o Alto Comissariado para as Migrações. Entre 2011 e 2019, coordenou o Museu do Dinheiro, tendo sido responsável pela sua instalação, a gestão das suas equipas, exposições, edições e programação cultural e educativa. Foi assessora do Ministério da Educação para os programas de ensino artístico, tendo colaborado como avaliadora do programa INOV ART. Presentemente, é Subcomissária do Plano Nacional das Artes e, em 2019, integrou a equipa do Grupo de Projeto Museus no Futuro.

INÊS CÂMARA

Formada em Comunicação Social e Doutoranda em Ciências da Comunicação no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Os seus principais interesses versam em especial as funções sociais e institucionais dos museus, a sua gestão, a mediação e os seus públicos. Pertence ao Executive Board da Culture Action Europe e é Presidente da Associação A Reserva, responsável pelo observatório do Programa Oeiras Educa +. Fundou a Mapa das Ideias em 1999, participando e coordenando diferentes projetos nas áreas de mediação, a nível nacional e europeu. Nessa capacidade, está presentemente envolvida em dois projetos: i) Projeto Adeste +, financiado pela Europa Criativa, focado no desenvolvimento de audiências e mudança organizacional e ii) no projeto DREAM, focado na criação de ferramentas digitais em museus para professores do 2.º ciclo.

DAVID FELISMINO

Licenciado em História – Ramo científico e pós-graduado em História Moderna pela Faculdade de Ciências e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e em Gestão Cultural – Património e Projetos Culturais pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa do Instituto Universitário de Lisboa. Os seus principais domínios científicos e interesses versam sobre os museus e a história das coleções, bem como sobre vários aspetos do quotidiano, da ciência e da saúde no período moderno e contemporâneo, tendo publicado vários livros, catálogos, artigos e comissariado várias exposições sobre estes temas. Desempenhou funções como investigador e curador no Instituto de Ciências Sociais (2001-2004), na Casa Fronteira e Alorna (2003-2006), no Museu Geológico (2009-2010), no Museu Nacional de História Natural e da Ciência (2010-2016) e no Museu da Saúde (2016-2019), tendo sido responsável pelo desenho do projeto museológico deste último. Desde janeiro de 2020, é Diretor Adjunto do Museu de Lisboa (EGEAC). É membro da direção da Comissão Nacional Portuguesa do ICOM para o triénio 2020-2023.

Foto: Museu da Saúde / INSA, IP