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Webminar “Museus para a Igualdade: Diversidade e Inclusão Investigação, Comunidades, Criatividade” – 18 de maio / 21h00-22h30

Publicado por em Mai 15, 2020 em Destaques, Eventos, Notícias | 0 comentários

Webminar “Museus para a Igualdade: Diversidade e Inclusão Investigação, Comunidades, Criatividade” – 18 de maio / 21h00-22h30

Por ocasião do Dia Internacional dos Museus, no próximo dia 18 de maio 2020, o ICOM Portugal, em parceria com a Universidade Lusófona, o COSMUS e o EU-LAC Museums and Community, organiza um webminar sobre o tema “Museus para a Igualdade: Diversidade e Inclusão Investigação, Comunidades, Criatividade”. Participe!

Horário: 21h00 – 22h30, 18 de maio 2020

Entrar no Webminar: https://us02web.zoom.us/j/5389458297

ID da reunião: 538 945 8297

25 RECOMENDAÇÕES PARA A REABERTURA DOS MUSEUS

Publicado por em Mai 12, 2020 em Destaques, ICOM Portugal, Notícias | 0 comentários

25 RECOMENDAÇÕES PARA A REABERTURA DOS MUSEUS

A Resolução do Conselho de Ministros n.º 33-C/2020, de 30 de abril de 2020, estabelece uma estratégia de levantamento de medidas de confinamento no âmbito do combate à pandemia da COVID-19 permitindo a abertura ao público dos museus, a partir de 18 de maio de 2020.

Neste âmbito, o ICOM Portugal considera útil o estabelecimento de algumas recomendações para os museus, em cumprimento da legislação, de forma a apoiar os profissionais de museus, na planificação faseada da reabertura dos seus equipamentos.

No contexto atual, com a abertura das exposições permanentes e temporárias, a prioridade deverá ser a de procurar o maior equilíbrio possível entre garantir o menor risco de contágio da Covid-19, quer para os profissionais de museus quer para os visitantes.

São 25 as recomendações do ICOM Portugal para a reabertura:

1- Conhecer e guiar-se pela legislação em vigor, bem como pelas normas e orientações da Direção-Geral da Saúde (DGS);

2- Elaborar ou/e atualizar um plano de contingência de acordo com a legislação em vigor, bem como com as orientações da DGS e em articulação com as tutelas;

3- Promover medidas de prevenção sanitárias, a nível da higiene das mãos, etiqueta respiratória, distanciamento social, higienização e desinfeção de superfícies, da monitorização de sintomas e da proteção individual;

4 – Garantir os equipamentos de proteção individual (EPI) necessários à implementação destas medidas: máscaras cirúrgicas ou comunitárias, viseiras, soluções desinfetantes, luvas, entre outras;

5 – Garantir a definição de lotação máxima dos espaços expositivos (5 pessoas / 100 m2) e distanciamento social apropriado (2 metros entre pessoas), sendo que, se possível, se devem privilegiar percursos de sentido único;

6 – Garantir que o atendimento nas bilheteiras, nas lojas e nos espaços de restauração se faz através de barreiras físicas que limitem a proximidade entre os colaboradores e os visitantes;

7 – Limitar a interação física dos visitantes nos espaços dos museus, privilegiando o pagamento em cartão;

8 – Não disponibilizar o serviço de bengaleiro, a menos que seja possível a utilização autónoma dos visitantes, por exemplo através de cacifos com moeda;

9 – Minimizar pontos de concentração/foco dos visitantes junto de equipamentos que convidem à interação, preferencialmente desativando-os;

10 – Evitar a disponibilização de folhetos ou outros materiais promocionais que possibilitam o manuseamento indiferenciado;

11 – Reorganizar as equipas de trabalho, privilegiando o teletrabalho sempre que as funções exercidas o permitam e estruturando equipas em espelho (sempre que possível), estando apenas presentes no local de trabalho os colaboradores considerados necessários ao trabalho presencial;

12 – Reorganizar os locais de trabalho, assim como os fluxos (entrada e saída) destes locais, visando assegurar o distanciamento social entre trabalhadores e o cumprimento das distâncias de segurança;

13 – Promover junto das equipas dos museus o conhecimento destas normas e medidas através quer do estabelecimento de um regulamento interno e de sessões de formação regulares, orientadas para as necessidades e funções de cada um, quer divulgando os planos de contingência que forem sendo realizados;

14 – Estabelecer um plano de limpeza e higienização das instalações de acesso público, aumentando a sua frequência e com recurso aos agentes adequados;

15 – Estabelecer um plano de limpeza e higienização dos bens culturais patrimoniais, respeitando as boas práticas da conservação preventiva e com recurso aos agentes adequados;

16 – Estabelecer, se necessário, procedimentos de quarentena dos bens culturais móveis para assegurar a sua correta conservação e preservação;

17 – Privilegiar e assegurar a ventilação natural regular dos espaços, através da abertura de portas e janelas, se possível, sem recorrer aos sistemas de ventilação artificiais;

18 – Comunicar aos visitantes as normas e procedimentos em vigor, de forma transparente e detalhada, por forma a restabelecer e promover uma relação de confiança entre as instituições e os públicos;

19 – Avaliar, monitorizar e definir os impactos e as necessidades orçamentais e de recursos humanos, decorrentes das medidas sanitárias implementadas e da quebra de receitas, provocadas quer pelo fecho das instituições, quer pela diminuição dos visitantes após a reabertura;

20 – Adequar a programação de acordo com as medidas de prevenção definidas pelas entidades competentes;

21 – Definir e conceber novas programações expositivas, educativas e culturais, destinadas a públicos mais reduzidos, apoiadas em campanhas de comunicação e promoção de âmbito local ou nacional;

22 – Articular a programação digital com a dimensão sensorial da programação, aprofundando metodologias e recursos de forma criativa e sustentável;

23 – Estreitar e reforçar o diálogo com as tutelas, tendo em vista minimizar os efeitos negativos causados pela COVID-19 nos Museus;

24 – Estreitar e reforçar o relacionamento e o diálogo com as comunidades locais, juntas de freguesia, agentes comerciais, associações de moradores e culturais, escolas e outras instituições de ensino, através da promoção de projetos e atividades criativos e sustentáveis;

25 – Estreitar e reforçar o diálogo e a cooperação com os demais museus nacionais, municipais e privados, através da promoção de projetos e atividades criativos e sustentáveis;

Segue-se uma seleção de recursos que podem apoiar os museus na preparação da sua reabertura, bem como para o desenvolvimento das suas atividades no futuro.

Legislação:

Normas e orientações da Direção-Geral da Saúde com interesse para museus e instituições culturais:

Manuais e folhetos da Direção-Geral da Saúde:

Guias e recursos para instituições culturais em Portugal:

Guias e recursos para museus noutros países:

Guias para a higienização e preservação das coleções:

Impactos da pandemia nos museus:

Adaptação para escrita simples e pictogramas das 25 Recomendações do ICOM Portugal para visitantes com deficiência intelectual (Célia Sousa, Instituto Politécnico de Leiria / Acesso Cultura):

Mais recursos para consulta:

A Direção do ICOM Portugal, 12 de maio 2020

versão 3 – Actualizado em 30/05/2020

ICOM Portugal discute a reabertura e o futuro dos Museus com a DGPC e os grupos parlamentares do CDS-PP, PSD e PAN

Publicado por em Mai 10, 2020 em Destaques, Notícias | 0 comentários

ICOM Portugal discute a reabertura e o futuro dos Museus com a DGPC e os grupos parlamentares do CDS-PP, PSD e PAN

Durante os últimos dias, a direcção do ICOM Portugal participou de várias reuniões em que o ponto principal em agenda foi a reabertura dos museus, após o período de confinamento motivado pela pandemia de COVID-19.

Os grupos parlamentares do CDS-PP, do PAN e do PSD ouviram e manifestaram a vontade de ajudar na concretização dos esforços que estamos a desenvolver para garantir que cada museu, no momento da reabertura, tenha reunidas as condições sanitárias e de higienização necessárias para a protecção de profissionais e visitantes.

A reunião havida no Palácio da Ajuda, com a equipa diretiva da DGPC, que incluiu o diretor e 3 subdiretores, seguiu as mesmas linhas gerais, naturalmente mais orientadas para a realidade específica dos museus nacionais, aliás os que manifestamente estão menos preparados para a nova realidade. A mensagem que nos foi transmitida foi a de desenvolvimento de esforços, ainda sem certezas, e de grande preocupação com a falta de recursos decorrente da quebra das receitas. 

Junto de todos reforçámos a preocupação de ver regulamentadas e asseguradas estas condições, nomeadamente ao nível dos recursos humanos, das condições de funcionamento e acolhimento dos visitantes. O grande desafio não é naturalmente o dia da reabertura, mas a garantia de manutenção destas condições enquanto a situação excecional se mantiver, o que todos calculamos será ainda prolongado.

Alertar para a urgência de reunir as condições de adequado funcionamento implicou necessariamente referir a situação de grande penúria que a diversos níveis vivem muitos dos museus:

– Instalados em edifícios com grande necessidade de manutenção;

– Com infraestruturas desatualizadas (nomeadamente de rede internet e condicionamento de ar);

– Com equipas de profissionais abaixo do número mínimo necessário para funcionar em condições, agravado agora pelas características que obrigam a confinamento dos mais vulneráveis ou acompanhamento de familiares;

– Com meios de comunicação à beira da rutura ou já inoperacionais (a maioria dos sites dos museus nacionais);

– Sem qualquer possibilidade de responder direta e rapidamente a carências imediatas, devido à total falta de autonomia e burocracia asfixiantes;

– Sem perspectiva de voltar a reunir as equipas de profissionais com vínculo laboral precário, fundamentais para a prossecução dos trabalhos necessários ao cumprimento da missão dos museus: educadores, conservadores-restauradores, designers, criativos e técnicos da miríade de áreas que encontram nos museus espaço para se exprimirem e desenvolverem projectos com as comunidades e públicos diversos.

Alertámos assim para a necessidade de, após esta fase inicial de arranque e adaptação a uma realidade inesperada, refletir sobre a situação. Defendemos a importância de aplicar efetivamente a Lei-Quadro dos Museus, designadamente no que respeita à Rede Portuguesa de Museus.

A DGPC garantiu ir avançar com os concursos para a direção dos museus nacionais, embora reconhecendo a falta de condições financeiras. O ICOM alertou para a necessidade de garantir o envelope financeiro adequado para o primeiro triénio.

Solicitámos a todos que fosse realçada a necessidade de incluir os museus nos planos de recuperação económica que estão a ser delineados para fazer face à situação catual, a nível de fundos comunitários e outros.

A importância de criar programas com o Ministério da Segurança Social, na infeliz certeza de aumento do desemprego, para permitir o canalizar para os museus de quem tem já competências adequadas ou de quem possa vir a desenvolvê-las.

Com todos os interlocutores ficou garantida a disponibilidade para a continuação do diálogo e debate dos grandes desafios bem conhecidos de todos, acentuados por uma realidade inesperada e exigente.

Aos grupos parlamentares foi sugerido que a 18 de Maio, simultaneamente dia da reabertura de muitos museus e Dia Internacional dos Museus, visitassem museus.

Direcção do ICOM Portugal, 10 de maio 2020

The Future of Museum Professionals in the Digital Era | Projeto Mu.SA| Disponível on-line

Publicado por em Mai 1, 2020 em Notícias | 0 comentários

The Future of Museum Professionals in the Digital Era | Projeto Mu.SA| Disponível on-line

No passado 15 de abril de 2020, o Culture Action Europe e o DAISSy Research Group da Hellenic Open University organizaram a conferência final do projeto Mu.SA, on-line devido às limitações de mobilidade e reunião, provocadas pela situação pandémica a nível mundial. Mais de 700 participantes assistiram a esta conferência subordinada ao tema “The Future of Museum Professionals in the Digital Era”.

O conjunto das apresentações e dos trabalhos encontram-se, doravante, disponíveis no canal de YouTube do DAISSy Research Group

As apresentações em pdf, para download, encontram-se disponíveis aqui:

Presidência da República recebeu em audiência o ICOM Portugal para discutir a atual situação dos museus

Publicado por em Abr 30, 2020 em Destaques, Notícias | 0 comentários

Presidência da República recebeu em audiência o ICOM Portugal para discutir a atual situação dos museus

Ontem, 29 de Abril, na sequência de um pedido de audiência, a Presidente da Direcção do ICOM Portugal, Maria de Jesus Monge, foi recebida por Sua Excelência o Presidente da República, Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio de Belém.

Conhecedor do universo dos museus, o Presidente da República pretende conhecer a realidade actual, face ao encerramento abrupto em resposta ao confinamento decretado como resposta à pandemia de Covid 19. Existe a vontade manifestada publicamente pelo Primeiro Ministro e pela Ministra da Cultura de abrir os espaços museológicos ao público a 18 de Maio, definido pelo ICOM como Dia Internacional dos Museus.

Maria de Jesus Monge começou por referir que os museus são uma realidade muito vasta, de que não é possível fazer um retrato único, tendo contudo como característica transversal a penúria de recursos humanos. As circunstâncias actuais vieram agravar esta dificuldade, embora de forma diversa – os museus municipais têm equipas mais jovens e são afectadas pela permanência em casa dos alunos do Ensino Básico, nos museus nacionais a idade mais avançada traduz-se em maior número de situações de risco.

Os museus municipais, na sua maioria, não consideram necessária a abertura imediata dos museus, até porque os seus públicos essenciais não poderão usufruir de espaços e iniciativas, a população escolar devido ao encerramento das escolas até Setembro, a população sénior devido à necessidade reforçada de confinamento.

Foi referido que os museus menos preparados para reabrir são os nacionais, que não dispõem ainda de directivas superiores, produtos e equipamentos de segurança e higienização.

Foi sugerida a vantagem a vários níveis do retomar no Verão das actividades de tempos livres para todos os níveis do Ensino Básico, tanto em espaços museológicos como nas escolas, IPSS…, permitindo também a numerosos prestadores destes serviços, com vínculos precários, regressarem ao trabalho.

Acentuou-se a oportunidade de fazer face ao desemprego crescente reforçando as equipas dos museus, promovendo o trabalho nos vários sectores que trabalham com equipas externas e sem vínculo laboral, bem como a necessidade de prever para o sector dos museus medidas que permitam fazer face à nova conjuntura, que veio agravar uma situação já muito difícil.

Abordou-se ainda a importância de cumprir a promessa do Governo de avançar com os concursos para os museus nacionais, assumindo que não haverá receitas internas, pelo que o Governo deverá avançar com um financiamento adequado para o primeiro triénio.

Afigura-se fundamental criar para o universo dos museus, tal como para todas as restantes áreas da Cultura, um quadro reforçado de retoma das actividades, incluindo este sector que está a demonstrar enorme criatividade e resiliência, em planos de apoio económico. A importância fundamental das várias facetas do universo da Cultura está bem evidente no contributo que tem assumido no difícil contexto actual e merecem a coragem política de assumir esta área como prioritária no reforçar de políticas de apoio às instituições de memória, da criatividade dos seus actores, de emprego num sector muito fragilizado pela precariedade e falta de financiamento.

O Presidente da República colocou numerosas questões e registou atentamente as informações prestadas, deixando votos de possível retorno à normalidade e ultrapassagem das dificuldades.

Maria de Jesus Monge, Presidente do ICOM Portugal

30 de Abril de 2020