Balanço do 4.º Congresso Internacional Educação e Acessibilidade em Museus e Património

Publicado por em Out 12, 2017 em Destaques, Notícias

Balanço do 4.º Congresso Internacional Educação e Acessibilidade em Museus e Património

O 4º Congresso Internacional Educação e Acessibilidade em Museus e Património teve lugar em Lisboa e na Batalha, entre 2 e 4 de Outubro. Nele participaram centena e meia de profissionais, oriundos de Portugal, Espanha, Brasil, Chile, Cuba, México, Argentina, Itália e França. A edição de Janeiro do Boletim do ICOM Portugal apresentará um artigo detalhado sobre este encontro.

Subordinado a um enfoque de problematização enquadrado pela questão Formação para a inclusão: A Acessibilidade Universal é exequível?, foram apresentadas e discutidas 35 comunicações que cruzaram algumas das questões mais prementes nas múltiplas abordagens a esta problemática.

O evento foi co-organizado com a Comissão Portuguesa do ICOM – International Council of Museums, e contou com o apoio institucional do Turismo de Portugal, I.P.; da DGPC – Direcção-Geral do Património Cultural; do Museu Nacional dos Coches; da Câmara Municipal da Batalha; do IHC – Instituto de História Contemporânea FCSH/UNL; e da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Almada.

Audiência do congresso

© Pedro Beltrão

O congresso contou com apresentações-chave por parte de Álvaro Laborinho Lúcio (Portugal) e Alberto Arenghi (Itália), e com o contributo de Hugues de Varine (França). As principais conclusões/recomendações que resultaram dos trabalhos centraram-se nos seguintes temas:

– A Acessibilidade é uma linguagem que necessita ser re-equacionada de modo a dar voz e expressão a reivindicações que são próprias dos nossos dias;

– É crucial que uma abordagem ao Desenho Universal esteja curricularmente presente em todos os ciclos e disciplinas do ensino superior, directa ou indirectamente relacionadas com a gestão do património.

– É necessária a intervenção dos profissionais que trabalham questões de acessibilidade, nas suas múltiplas dimensões, ao nível da sensibilização e da formação. Melhor intervir para melhor reivindicar.

O congresso foi ainda bem sucedido na que foi a sua primeira internacionalização. Tendo esta edição como desígnio inaugurar um ciclo de disseminação internacional, e avaliar a viabilidade de lhe conferir uma dimensão ibero-americana, a conclusão dos participantes aponta não só no sentido da sua viabilidade como ainda no da sua urgência. A necessidade de um  trabalho de natureza multidisciplinar e em rede ficou uma vez mais demonstrada.

As impressões dos participantes no Twitter: https://storify.com/MuseumsGirl/4th-international-congress-on-education-and-access

© Margarida Portela

 

Deixe um Comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *