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Sport Heritage Collections – Conferência Internacional

Posted by on Set 17, 2018 in Destaques, Notícias | 0 comments

Sport Heritage Collections – Conferência Internacional

O Museu do Futebol Clube do Porto e a 20|21 Conservação e Restauro organizam, no próximo dia 26 de Outubro, a Conferência Internacional Sport Heritage Collections no Museu do Futebol Clube do Porto. Nesta primeira conferência internacional sobre Coleções de Património Desportivo estarão presentes um conjunto de especialistas de diversas associações, universidades e museus de desporto de diversos países sobre o fenómeno desportivo e o património cultural gerado no âmbito desta impotante actividade.

As informações sobre as inscrições, horário e localização do evento estão disponíveis no seguinte documento (PDF – 392 KB)

Para outras informações poderão contactar a organização através do e-mail 2021@2021.pt.

In Memoriam – Maria Helena Mendes Pinto (1923-2018)

Posted by on Set 10, 2018 in Destaques, Notícias | 0 comments

In Memoriam – Maria Helena Mendes Pinto (1923-2018)

 

In Memoriam

Maria Helena Mendes Pinto (1923-2018) formou-se inicialmente em Enfermagem, posteriormente tirou o Curso de Artes Decorativas da Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva, em Lisboa.

Iniciou a sua colaboração com o Museu Nacional de Arte Antiga em 1959, como conservadora adjunta – um título atribuído a especialistas convidados. Após 1975 passa a integrar o quadro do museu, sempre dedicada às colecções de Mobiliário e Artes da Expansão.

Durante mais de 30 anos trabalhou no estudo e organização destas colecções, conferindo-lhes um estatuto de primeira linha, de que até então não usufruíam. Deste labor nasceram as respectivas exposições permanentes e as obras de referência: Os Móveis e o seu Tempo. Mobiliário Português do Museu Nacional de Arte Antiga Séculos XV – XIX (IPPC, 1985) e Biombos Namban (IPPC, 1986).

Maria Helena Mendes Pinto comissariou numerosas exposições em Portugal e no estrangeiro, entre as quais sobressaem, no contexto da XVII Exposição do Conselho da Europa, o núcleo do Mosteiro dos Jerónimos, e no Festival Europália 91, as exposições Via Orientalis e De Goa a Lisboa.

Por iniciativa da Fundação Calouste Gulbenkian, que em 2003 a homenageou, e com o apoio do Estado Português, coordenou a criação de museus na Índia, designadamente em Goa (Rachol) e em Cochim.

Profissional entusiasta e empenhada, partilhou a vasta experiência e saber acumulados com sucessivas gerações.

Envolveu-se directamente na vida associativa, sendo uma das três signatárias (com Maria José de Mendonça e Maria Natália Correia Guedes) da escritura de criação da Comissão Nacional Portuguesa do ICOM, cujos estatutos foram publicados em Diário da República nº 137 III Série, de 17 de Junho de 1975.

Não ficamos mais pobres com a sua morte porque o muito que nos deu na sua longa e prolífica vida é semente para mais e melhor trabalho na Museologia portuguesa.

À Família enviam-se sentidas condolências.

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Novo parecer do ICOM Portugal e ICOM Europa sobre o novo regime de gestão e contrato plurianual de museus

Posted by on Set 3, 2018 in Destaques, Documentos, Notícias | 0 comments

Novo parecer do ICOM Portugal e ICOM Europa sobre o novo regime de gestão e contrato plurianual de museus

Parecer do ICOM Portugal e ICOM Europa sobre os projetos de Decreto-Lei e de Portaria sobre, respetivamente, Regime jurídico de autonomia de gestão dos museus, monumentos, palácios e sítios arqueológicos e Minuta do contrato plurianual de gestão

(Agosto de 2018)

Entre a versão inicial do projecto de Decreto-Lei em epígrafe, de que tivemos conhecimento em 9 de Julho passado, e deu origem a pareceres orais e escritos entregues a S. Exa. O Senhor Ministro da Cultura, em reunião de 11 de Julho, a versão subsequente de 25 de Julho, que deu origem ao Comunicado conjunto que redigimos dois dias depois, e a presente versão, importa antes de tudo sublinhar que as questões de fundo enunciadas nos nossos documentos citados mantêm-se inalteradas, porque na verdade estão para além do âmbito restrito em que a presente iniciativa legal se encerra. Os museus objecto desta reforma não regressam ao que já foram no passado e devem voltar a ser no futuro: entidades juridicamente autónomas, com plena capacidade de contratação de bens, serviços e pessoal. Não voltam também a ter orçamento privativo, quadros ou mapas de pessoal próprio, a poder abrir concursos, etc. Não voltam, em suma, a possuir as condições de actuação que sempre tiveram, desde a sua criação, em certos casos mais do que centenária, e a serem tratados como se exige, na sua qualidade de alicerces de soberania, de contratos inter-geracionais situados muito para além de governação corrente e até dos regimes político-constitucionais, posto que nessas condições de real autonomia atravessaram todos, desde a Monarquia Liberal, à República, à Ditadura e ao Estado Novo e à Democracia, até há menos de uma década.

Deve também referir-se o âmbito exato dos nossos pareceres. Não visam eles proceder à análise jurídica, ou minudente, dos diplomas em apreço, designadamente no que respeita à sua maior ou menor adequação a quadros legais envolventes, sobretudo no plano do direito administrativo. Tão-pouco tomamos sobre nós as preocupações que deverão ser as dos promotores destes projectos quanto à viabilidade da sua aprovação por outros sectores do Governo, nomeadamente da Administração Pública e das Finanças. Uma tal perspetiva de análise, diríamos “tecnocrática”, desfoca o essencial do que pensamos dever ser a nossa intervenção, na qualidade associativa em que nos é solicitada intervenção, a saber: a da afirmação das linhas estratégicas do que entendemos dever ser uma política de Estado para os museus sob tutela dos serviços do Ministério da Cultura, mormente para os museus nacionais.

Neste sentido, e mais uma vez com estreita colaboração com a direção do ICOM Europa, enviámos novo parecer ao Ministério da Cultura com base nas últimas versões dos projetos de Decreto-Lei e de Portaria sobre as propostas de novos regimes jurídicos de autonomia de gestão dos museus, monumentos, palácios e sítios arqueológicos e minuta do contrato plurianual de gestão.

Parecer do ICOM Portugal e ICOM Europa (PDF – 500KB)

Documentos em análise

Projecto Decreto-Lei Regime jurídico de autonomia de gestão dos museus, monumentos, palácios e sítios arqueológicos (PDF – 300 KB)

Projecto Portaria com minuta do contrato plurianual de gestão dos museus, monumentos, palácios e sítios arqueológicos (PDF – 262 KB)

Conferência Anual do ICME – Tartu, Estónia

Posted by on Ago 16, 2018 in Destaques, Notícias | 0 comments

Conferência Anual do ICME – Tartu, Estónia

A conferência anual do ICME em 2018, sobre o mote “Re‐imagining the Museum in the Global Contemporary” decorrerá durante 4 dias com mais de 40 apresentações  para refletir sobre o complexo contexto(s) dos museus na actualidade e para examinar a panóplia de novos contributos que os museus interconectadas podem dar à sociedade.

O ICME é o comité internacional do Conselho Internacional de Museus (ICOM) dedicado a museus etnográficos e coleções de culturas e sociedades locais, nacionais e/ou globais. Esta conferência anual reúne diversos estudiosos de museus e profissionais de todo o mundo.

Já se passaram quinze anos desde que Andrea Witcomb publicou Re-imaginando o Museu, mas o seu texto permanece relevante hoje. Os museus estão situados num mundo em rápida mudança na política global, nas tecnologias digitais e nas crescentes desigualdades socioeconómicas. Dentro deste “contemporâneo global”, reconhecemos que várias ideologias e perspectivas éticas influenciam em larga escala o nosso trabalho, no que diz respeito à compreensão de coleções, ao design de exposições e a vários outros aspectos do trabalho em museus.

Como profissionais contemporâneos de museus, podemos ser solicitados a desempenhar uma série de papéis que nos tiram da nossa zona de conforto tradicionais, enquanto procuramos acções colaborativas além das fronteiras, incluindo: nação, identidade étnica, classe, deficiência, género e preferência sexual. Os museus frequentemente se aventuram em discussões difíceis e na atração de diversos públicos. Podemos priorizar a narração de histórias e compartilhar o poder curatorial para que uma miríade de histórias possa ser contada em espaços de exibição, programas e divulgação para atrair públicos mais diversos. Ao mesmo tempo, esse trabalho pode ser visto como uma mudança radical que ameaça o cuidado, a pesquisa e o lugar do objeto em museus “novos” dedicados à abertura do diálogo.

Com esta conferência, o ICME procura discutir a questão: “são estas várias posições mutuamente exclusivas?” É oferecido um espaço para considerar que a perspectiva de “ambos e” em vez de “eu/tu” pode ser possível, procurando ultrapassar as posições binárias que colocam “progresso” e “tradição” em tensão insalubre.

O ICME terá como palestrantes: Wayne Modest (Holanda), Pille Runnel (Estónia), Philipp Schorch (Alemanha) e Andrea Witcomb (Austrália). Os detalhes de seus interesses de pesquisa podem ser encontrados em http://network.icom.museum/icme/conferences/annual-conference/icme-2018-keynote-speakers/#c20732.

A conferência é organizada pelo Museu Nacional da Estónia, em Tartu, Estónia (http://www.erm.ee).
Os passeios pós-conferência são organizados pelo ICOM Estónia e pelo ICOM Filândia.

Websites da conferência: http://enmconferences.ee/en; title=”http://network.icom.museum/icme/conferences/annual-conference/ “>http://network.icom.museum/icme/conferences/annual-conference/
#ICOM_ICME
FB: https://www.facebook.com/events/1993650297567207/

Contato da conferência: icme2018@erm.ee

Comunicado ICOM Portugal e ICOM Europa | Projeto de decreto-lei novo regime de gestão

Posted by on Jul 27, 2018 in Destaques, Documentos, Notícias | 0 comments

Comunicado ICOM Portugal e ICOM Europa | Projeto de decreto-lei novo regime de gestão

Perspetivas de maior autonomia dos museus da DGPC e DRCs

O ICOM Portugal, o ICOM Europa e a APOM foram convocados para reunião com o ministro da Cultura e membros do seu gabinete, que teve lugar em 11 de Julho passado, visando ouvir a nossa opinião sobre “projeto de decreto-lei que visa aprovar o regime jurídico de autonomia de gestão dos museus, monumentos, palácios e sítios arqueológicos, serviços dependentes da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) e das DRC”.

Não obstante o curto prazo que tiveram para análise do referido projeto de decreto-lei, deram as três associações os seus pareceres, orais ou escritos. No que respeita ao ICOM Portugal e ICOM Europa, foram colocadas várias questões e consideradas concetuais que damos conta no seguinte comunicado.

Comunicado ICOM Portugal e ICOM Europa (PDF)

O projecto de DL está também disponível para análise no seguinte link (PDF)